Se você sonha o tempo todo com fama e fortuna, Freddie Mercury teve ambas!
E não só ele! Há incontáveis histórias de fama e fortuna combinadas com… infelicidade! Minha super-esposa acaba de ler a biografia de Freddie e comentar comigo detalhes terríveis de sua breve existência. Não estou fazendo a apologia das virtudes da pobreza ou indicando o anonimato como garantia de felicidade. Dinheiro é ótimo, reconhecimento social e visibilidade idem. Mas a obsessão por conquistar apenas dinheiro ou por aparecer demais é uma espécie de vício espiritual que ocupa boa parte da vida de algumas pessoas. Iludidas pelos prazeres do consumo excessivo ou pelos holofotes (e sempre há quem viva de jogar holofotes sobre tais vítimas), gastam suas vidas na busca por saciar seus desejos… insaciáveis. A felicidade estará no próximo carro, mais caro e maior e mais exclusivo que o anterior, até que ele seja comprado e que sua graça, magicamente, desapareça. A alegria de viver estará na foto da coluna social ou no elogio “super-espontâneo” do colunista, que direta ou indiretamente, óbvio, enviará a fatura. E de brilhareco em brilhareco tocar-se-á a vida, até que ela se afogue por completo num mar de inutilidades.
